SOROCABA / SP - quinta-feira, 23 de novembro de 2017

SUBSTITUIÇÃO DE DISCO CERVICAL E DISCO LOMBAR

SUBSTITUIÇÃO DE DISCO CERVICAL E DISCO LOMBAR 

 

Assim como os cirurgiões ortopedistas substituem articulações com desgaste no quadril, joelhos e em outras partes do corpo, eles agora possuem a tecnologia para substituir discos com desgaste na parte inferior das costas (coluna lombar) e no pescoço (coluna cervical).

 

A ANVISA (agencia nacional de vigilância sanitária) aprova o uso de disco artificial para coluna lombar e cervical o que já é realizado há alguns anos em nosso meio.  

 

Cirurgiões europeus implantaram discos artificiais na coluna cervical e lombar durante muitos anos com bons resultados, e cirurgiões americanos implantaram muitos deles como uma parte de estudos clínicos para testar sua segurança e eficácia, já estando aprovado o seu uso nos Estados Unidos pelo FDA. Os resultados desses estudos são promissores.

 

De modo geral, pacientes que passaram por substituição de disco na coluna cervical obtiveram melhoras nas dores nos braços e no pescoço e eles geralmente se sentem satisfeitos com o procedimento, alem de permitir a continuidade dos movimentos na região operada

Embora os discos da coluna cervical geralmente sofram desgaste com a idade, a maior parte dos discos “ruins” não fornece segurança para nenhum tratamento.

 

Na verdade, os sintomas geralmente melhoram com o tempo.

 

Alguns discos com degenerações causam protrusão do conteúdo do disco a partir de rompimentos nas paredes dos discos (ânulo fibroso) e alguns desenvolvem proeminências ósseas (osteofitos) próximas aos nervos ao invadir a medula espinhal.

 

Quando esses nervos são comprimidos, os pacientes podem sentir algum tipo de dor nos braços, ombros ou pescoço.

 

Os pacientes também podem sentir sensação de dormência ou formigamento em seus dedos, mãos ou braços. Certos músculos podem ficar enfraquecidos.

Normalmente, remédios antiinflamatórios, exercícios de fisioterapia e tração cervical geralmente aliviam esses sintomas.

 

Outros tipos de medicamentos e tratamentos também podem diminuir a dor, dormência e fraqueza.

Para os pacientes que não conseguem obter alívio para os seus sintomas, os cirurgiões costumavam recomendar uma operação na qual o disco herniado ou com proeminências ósseas é removido.

 

Os cirurgiões de coluna geralmente realizam essa operação através de uma incisão na frente do pescoço.

 

Quando o disco é removido e o nervo fica livre da compressão, os cirurgiões colocam enxerto ósseo no espaço entre os dois ossos da coluna onde antes estava o disco para manter a altura do espaço discal e para facilitar a fusão entre os ossos.

 

Atualmente, a maioria dos cirurgiões coloca uma placa com parafusos no osso para manter a estabilidade até que o corpo vertebral promova o crescimento de seu próprio osso, um processo que pode levar poucos meses.

 

Esse procedimento é chamado de discectomia cervical anterior e fusão (ACDF).

Embora a taxa de resultados satisfatórios para a ACDF seja maior que 90%, muitos cirurgiões acreditam que a fusão causa stress e movimento anormais nos outros níveis próximos da coluna cervical, o que pode levar a uma aceleração na degeneração desses níveis circunvizinhos.

 

Mesmo que seja segura e eficaz repetir a operação em outro nível posteriormente alguns cirurgiões da coluna alegam que a substituição de disco pode ser melhor para alguns pacientes.

Em uma operação de substituição de disco, a qual também é realizada através de uma incisão pela parte frontal do pescoço, os cirurgiões da coluna executam muitas das etapas que são necessárias para realizar a ACDF; especificamente, eles também removem o disco e o tecido que comprime o nervo.

 

Porém, ao invés de colocar um exerto ósseo e promover a fusão entre dois corpos vertebrais, o disco é substituído por um disco artificial que preserva o movimento.

 

Com um dispositivo de amparo ao movimento como um disco artificial, os níveis circunvizinhos da coluna cervical assumem um movimento mais normal.

 

Conseqüentemente, os discos adjacentes não devem sofrer um desgaste acelerado. Nem todos os pacientes que se beneficiaram com uma ACDC são bons candidatos para uma substituição de disco.

 

Como o sucesso e a segurança do procedimento dependem de uma excelente qualidade óssea para manter a posição do disco artificial, alguns pacientes com osteoporose podem não estar aptos para um disco artificial.

 

Além disso, se os pacientes possuem um componente importante de dor em outras partes da coluna cervical além do disco, como nas facetas, a ACDF pode tratar melhor esses sintomas.

Como no caso da ACDF, a substituição por disco artificial irá desempenhar um papel importante no futuro para pacientes, selecionados.