SOROCABA / SP - quinta-feira, 23 de novembro de 2017

DOENÇA DE PARKINSON & PARKINSONISMO

DOENÇA DE PARKINSON & PARKINSONISMO

 

Esta doença foi descrita por James Parkinson em 1817.

A doença é caracterizada pela associação de quatro distúrbios motores: lentidão de movimentos, rigidez corporal, instabilidade de postura, e tremor, sobretudo em repouso.

A progressão é lenta, mas nas fases avançadas pode haver comprometimento intelectual.

Quando aparece?

Os sintomas do Mal de Parkinson costumam aparecer na faixa etária de 55 a 65 anos.

Distribuição na população

A incidência da doença é de 187 casos para cada 100 mil pessoas, independentemente de etnia, sendo ligeiramente mais comum em homens.

 

O que muda no sistema nervoso?

 

Na Doença de Parkinson, há perda dos neurônios que produzem o neurotransmissor dopamina na substância negra – estrutura do cérebro que participa do controle e da coordenação dos movimentos, assim como da manutenção do tônus muscular e da postura.

Os sintomas somente aparecem quando cerca de 80% destes neurônios já morreram.

 

O que causa a doença?

 

Atualmente, há quatro hipóteses principais para a causa do Mal de Parkinson:

Ação de toxinas ambientais, substâncias que podem destruir neurônios da substância negra;

Acúmulo de radicais livres produzidos normalmente durante a metabolização da dopamina, mas que em grande quantidade são nocivos aos neurônios;

Anormalidades nas mitocôndrias, estruturas celulares que fornecem energia e produzem normalmente pequenas quantidades de radicais livres;

Predisposição genética, que pode aumentar o risco de perda de neurônios, por exemplo, devido a uma maior sensibilidade a toxinas ambientais.

 

Radicais livres

 

Radicais livres são moléculas que apresentam um número ímpar de elétrons em sua órbita externa e que, por isso, são instáveis.

 

Essa instabilidade estrutural faz com que tais moléculas passem a roubar elétrons das moléculas à sua volta, o que desencadeia uma série de reações, já que a molécula que perdeu seu elétron também fica instável e passa a roubar elétrons de outras moléculas, e assim por diante.

 

Normalmente, o organismo humano mantém esse processo fisiológico de metabolização do oxigênio sob o rígido controle dos sistemas enzimáticos antioxidantes.

 

Em determinadas situações adversas, porém, pode estabelecer-se um processo descontrolado, o que causa o aumento da concentração de radicais livres de maneira anárquica, com sérias conseqüências negativas.

 

Sintomas

 

Os primeiros sintomas são rigidez muscular e tremor em repouso, relativamente amplo e lento, principalmente nos dedos, que diminui ou desaparece quando se inicia o movimento.

 

Os movimentos que fazemos sem pensar são muito prejudicados, ficando mais lentos e pobres.

O rosto pode ficar inexpressivo e a fala monótona e sem melodia. A escrita pode ficar minúscula.

 

A rigidez da musculatura está ligada à instabilidade postural, que leva o doente a adotar uma postura curvada, como um esquiador, e andar com passos rápidos e arrastados.

 

 

O que parece, mas não é a doença de Parkinson?

 

Diversas alterações podem levar ao aparecimento de sintomas semelhantes aos da Doença de Parkinson, como acidentes vasculares cerebrais, envenenamento por metais, asfixia por monóxido de carbono, além de outras doenças degenerativas que causem distúrbios dos movimentos e deficiências intelectuais.

 

O que muda na vida da pessoa doente?

 

É comum aparecerem sinais de depressão, como falta de apetite, cansaço e alterações do sono. Além de dificultar a vida cotidiana, os sinais e sintomas podem tornar a pessoa incapaz de cuidar de si própria.

 


Tratamento

 

 

Muitos pacientes com doença de Parkinson, sobretudo nos estágios iniciais, não precisam de tratamento, pois as manifestações da doença não impedem uma vida normal.

 

Para aqueles que necessitam, há remédios que diminuem as anomalias, tais como a levodopa e os medicamentos que reproduzem o efeito da dopamina no cérebro.

 

Outros remédios que inibem certas enzimas no cérebro também podem ser usados.

 

Há pesquisas que procuram encontrar medicamentos “neuroproteores”, cujo intuito é proteger o cérebro do desenvolvimento da doença e impedir a sua instalação.

O neurologista deverá ser consultado para que se possa definir se há necessidade de remédios e quais deverão ser empregados.

 

 

MAL DE PARKINSON

 

DOENÇA DE PARKINSON

 

 

A doença de Parkinson é uma afecção do sistema nervoso central que acomete principalmente o sistema motor.

É uma das condições neurológicas mais freqüentes e sua causa permanece desconhecida.

As estatísticas disponíveis revelam que a prevalência da doença de Parkinson na população é de 150 a 200 casos por 100 mil habitantes e a cada ano surgem 20 novos casos por 100 mil habitantes.

Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular e alterações posturais, lentidão de movimentos e alterações da marcha e do equilíbrio.

Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, tais como comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

 

A doença de Parkinson é uma condição crônica.

A evolução dos sintomas é usualmente lenta, mas é variável em cada caso.

A doença de Parkinson é a forma mais freqüente de parkinsonismo.

O termo parkinsonismo se refere a um grupo de doenças que podem ter várias causas e que apresentam em comum os sintomas descritos acima em combinações variáveis, associados ou não a outras manifestações neurológicas.

 

Qual a diferença entre doença de Parkinson e parkinsonismo?

Doença de Parkinson e parkinsonismo não são sinônimos.

Parkinsonismo é um termo genérico que designa uma série de doenças com causas diferentes e que têm em comum a presença de sintomas parkinsonianos (ou seja, aqueles sintomas encontrados na doença de Parkinson).

A doença de Parkinson é uma das muitas formas de parkinsonismo e também a mais freqüente.

Corresponde a cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo. Como não se conhece a causa da doença de Parkinson, ela é também chamada de parkinsonismo primário.

O mal de Parkinson é também chamado de parkinsonismo primário porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada.

Por outro lado, se diz que um parkinsonismo é secundário naqueles casos em que uma causa pode ser identificada.

Cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.

A doença se desenvolve quando neurônios de certa área do cérebro denominada substância negra morrem ou se tornam não funcionastes.

Esses neurônios produzem uma substância chamada dopamina, que é um importante mensageiro químico, ou neurotransmissor.

Costuma aparecer depois dos 60 anos, mas 10% dos pacientes têm menos de 50 anos e 5% têm menos de 40.

Na grande maioria dos casos, o mal de Parkinson não é hereditário, isto é, não é transmitido de uma geração a outra através de determinado gene.

Entretanto, pessoas que tenham algum parente próximo afetado apresentam probabilidade um pouco maior de desenvolverem a doença.

Não se sabe ao certo a razão para que isso ocorra, mas se admite que características genéticas possam aumentar a suscetibilidade à doença.

 

Qual é a causa da doença de Parkinson?

O motivo pelo qual neurônios da substância negra degeneram e morrem ainda não foi esclarecido.

Os cientistas costumam considerar duas hipóteses principais: a hipótese ambiental e a hipótese genética e é provável que ambos os fatores sejam determinantes para o desenvolvimento da doença.

As pesquisas para se conhecer os mecanismos celulares envolvidos no processo de neurodegeneração têm avançado bastante nos últimos anos.

Quais os tipos de tratamento atualmente disponíveis?

As várias formas de tratamento são utilizadas visando à melhora dos sintomas. Na maior parte dos casos, o tratamento farmacológico (que utiliza medicamentos) associado ao tratamento não farmacológico (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) costuma ser suficiente para melhorar consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes.

Em algumas situações especiais o tratamento cirúrgico pode ser empregado.

 

MAL DE PARKINSON

 

A Doença de Parkinson ou popularmente conhecida como Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa provocada pela morte de células nervosas localizadas no cérebro.

Os sintomas principais são: perda de um grupo de neurônios que produzem dopamina.

A Doença de Parkinson não é rara, ela está presente no mundo todo em todas as raças, e é uma das doenças neurológicas mais freqüentes na faixa de idade acima de 50 anos.

Sintomas

Os principais sintomas são tremores (geralmente nas mãos, de um lado só, ou pelo menos predominando em um lado do corpo), lentidão (para atividades manuais ou para andar), rigidez, a escrita torna-se menor, dificuldade para andar, a voz torna-se baixa e monótona.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelos sintomas e sinais que o paciente apresente e pelo exame clínico que o médio realiza. Infelizmente não há nenhum tipo de exame complementar que confirme o diagnóstico.

Os exames de tomografia ou ressonância servem apenas para afastar alguma dúvida quanto à possibilidade de diagnóstico de outras doenças, que podem às vezes imitar a Doença de Parkinson.

Qual é a causa da doença?

A causa ainda não é conhecida. Parece que múltiplos fatores combinados acabam determinando o seu aparecimento. Um deles seria uma predisposição genética para desenvolver a Doença de Parkinson. Outro fator importante seria a exposição ambiental a substâncias que seriam tóxicas aos neurônios, principalmente aos dos indivíduos portadores de predisposição genética.

 

Prevenção

Não existe a prevenção para a Doença de Parkinson, existe a perspectiva de que em breve possa identificar os indivíduos com maiores chances de desenvolver a doença, e assim no futuro poderá desenvolver drogas que impedissem, ou pelo menos atrasassem, o aparecimento dos sintomas.

 

Tratamento da Doença de Parkinson

O tratamento é feito com medicações que controlam os sintomas. O médico dispõe hoje de um arsenal que é suficiente para controlar o problema da grande maioria dos pacientes. Esses medicamentos são freqüentemente usados em combinação e muitos pacientes usam simultaneamente de duas a quatro medicações diferentes. Para que isso dê certo é preciso que o médico conheça bem os problemas da doença e saiba utilizar as drogas adequadamente.

 

Tratamento Cirúrgico

O Tratamento cirúrgico serve como uma complementação ao tratamento medicamentoso. Ainda não há um tratamento cirúrgico que resolva definitivamente o problema. Muito se espera das cirurgias quando se imagina o implante de células-tronco. Infelizmente essa técnica ainda é experimental, e no momento não apresente resultados práticos efetivos.

 

Mal de Parkinson

 

POSSÍVEIS CAUSAS

 

Mecanismos de lesão neuronal

Qualquer que seja a causa primária da doença de Parkinson, sabe-se que ela ocorre quando há perda de pelo menos 50% das células da substância negra o que corresponderia à perda de 80% da dopamina que chega ao estriado.

Quando analisados ao microscópio, os cortes de substância negra apresentam poucos neurônios remanescentes e a presença característica de inclusões citoplasmáticas conhecidas por corpos de Lewy.

Os mecanismos envolvidos no processo degenerativo estão longe de ser elucidados. Evidências recentes sugerem a existência de defeitos no metabolismo dos neurônios da substância negra que poderiam desencadear o processo degenerativo.

Tais defeitos, como discutido nos parágrafos anteriores, poderiam ter origem em determinantes genéticos ou ambientais. As principais teorias atualmente aceitas, como envolvidas nos mecanismos de lesão, são descritas a seguir:

 

Teoria do estresse oxidativo

 

Segundo essa teoria, moléculas instáveis denominadas radicais livres reagem com outras moléculas causando oxidação.

Esse processo bioquímico é nocivo a diversos elementos da célula (incluindo a mitocôndria e a membrana celular) podendo levar à morte dessas células.

Os radicais livres são produzidos no curso de reações químicas normais do organismo.

Sabe-se há algum tempo que o processo normal de síntese e metabolismo de dopamina produz quantidade considerável de radicais livres.

Em condições normais, o organismo livra-se dessas moléculas indesejáveis através de mecanismos eficientes de remoção.

Por algum motivo, na doença de Parkinson parece haver acúmulo de radicais livres na substância negra.

Tal acúmulo poderia desencadear, ou pelo menos agravar, o processo degenerativo.

 

Deficiência da mitocôndria

 

Mitocôndrias são organelas celulares responsáveis pela produção de energia. Existem evidências de que mitocôndrias da substância negra (mas também de plaquetas e fibroblastos) funcionem de maneira anormal na doença de Parkinson.

O motivo desse funcionamento anormal poderia ser primário (determinado geneticamente?) ou secundário a outros eventos como agressão por radicais livres ou por alguma toxina ambiental.

A esse respeito, vale lembrar que pelo menos uma toxina relacionada à produção de parkinsonismo, o MPTP, é tóxica à mitocôndria.

 

Teoria da Excitotoxicidade

A comunicação entre células cerebrais realiza-se através de mensageiros químicos conhecidos como neurotransmissores.

De modo simplificado, existem duas classes de neurotransmissores: excitatórios (como o glutamato) e inibitórios (como o GABA).

Outros podem ser excitatórios ou inibitórios, dependendo do tipo de receptor que vai responder ao estímulo.

A dopamina tem essas características mistas, como será discutido no capítulo seguinte.
Em determinadas situações, pode haver atividade aumentada de vias excitatórias.

Como resultado desse bombardeio, ocorre aumento da quantidade de cálcio dentro da célula o que pode resultar no desencadeamento de processos bioquímicos que levam à morte celular.


Essa série de fenômenos conhecidos por excitotoxicidade não parece constituir o evento primário responsável pela morte celular na doença de Parkinson, mas existem evidências de que pode surgir posteriormente, contribuindo para amplificar e perpetuar o processo degenerativo.


É provável que a doença de Parkinson seja determinada pela combinação dos processos descritos acima, ou de outros ainda não revelados, e que a contribuição de cada um deles possa variar em cada caso.

 

SINTOMAS INICIAIS

 

Os primeiros sintomas da doença de Parkinson têm início de modo quase imperceptível o que faz com que o próprio paciente não consiga identificar o início preciso das primeiras manifestações.

Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças.

 

OS PRIMEIROS SINAIS PODEM SER UM OU MAIS DOS SEGUINTES:

 

1-    Sensação de cansaço ou mal-estar no fim do dia


     2- Caligrafia menos legível ou com tamanho diminuído


     3- Fala monótona e menos articulada


     4- Depressão ou isolamento sem motivo aparente


     5- Lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade


     6- Dores musculares, principalmente na região lombar.


    7- Um dos braços ou uma perna movimenta-se menos do que a do outro lado


    8- Expressão facial perde a espontaneidade

9- Diminuição da freqüência dos piscamentos

  10- Movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece

         por mais tempo em uma mesma posição