SOROCABA / SP - terça-feira, 25 de julho de 2017

EPILEPSIA EXPLICAÇÕES GERAIS

EPILEPSIA

 

 

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos tumores infecções enfim qualquer lesão neuronal ou simplesmente disfunções neuronais.

Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se.

Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada.

Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente

 

 

SINTOMAS

 

Em crises de ausência, a pessoa apenas apresenta-se "desligada" por alguns instantes, podendo retomar o que estava fazendo em seguida.

Em crises parciais simples, o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo.

Ele pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente.

Se, além disso, perder a consciência, a crise será chamada de parcial complexa.

Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória.

Tranqüilize-a e leve-a para casa se achar necessário.

Em crises tônico-clônicas, o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se.

Existem, ainda, vários outros tipos de crises.

Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

 

CAUSAS

 

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não.

Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras

doenças neurológicas também facilitam o aparecimento da epilepsia.

 

DIAGNÓSTICO

 

Exames como eletrencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico, especificamente Ressonância Magnética Cerebral com avaliação (protocolos especiais) especifica para epilepsia.

O histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica.

Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, conseqüentemente, na busca do tratamento adequado.

 

CURA

 

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada.

O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado.

Foi-se o tempo que epilepsia era sinônimo de Gardenal, apesar de tal medicação ainda ser utilizada em certos pacientes.

As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos, e os efeitos colaterais têm sido diminuídos.

Muitas pessoas que têm epilepsia levam vida normal, inclusive destacando-se na sua carreira profissional.

 

OUTROS TRATAMENTOS

 

Existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada geralmente em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente.

Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.

 

RECOMENDAÇÕES

 

Não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta

balanceada, evitar uma vida estressada demais.

 

 

CRISES

 

Se a crise durar menos de 5 minutos e vocês souberem que a pessoa é

epiléptica, não é necessário chamar um médico.

Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque

um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar.

Mulheres grávidas e diabéticas merecem maiores cuidados.

Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou

leve-a para casa.