SOROCABA / SP - quinta-feira, 23 de novembro de 2017

NEUROIMAGEM NO PARKINSON

Neuroimagem no Parkinsonismo:
Estudo com ressonância magnética e espectroscopia por ressonância como ferramentas no diagnóstico diferencial.
O diagnóstico diferencial do parkinsonismo baseado em parâmetros clínicos pode ser difícil. 
Alguns exames complementares podem ser úteis, especialmente a ressonância magnética, um método não invasivo, de menor custo quando comparado a tomografia por emissão de pósitrons, proporcionando uma análise anatômica satisfatória. 
A ressonância por espectroscopia analisa o metabolismo cerebral, com resultados variáveis na literatura no estudo das síndromes parkinsonianas. 
Em estudos de 40 indivíduos para realização de ressonância magnética e espectroscopia:
12 com doença de Parkinson, 
11 com paralisia supra nuclear progressiva, 
7 com atrofia de múltiplos sistemas tipo parkinsoniana e 
10 indivíduos sem manifestações neurológicas ou psiquiátricas (grupo controle). 
As escalas clínicas analisadas foram a de Hoenh e Yahr, unified Parkinson's disease rating scale e o mini-exame do estado mental. 
Os resultados encontrados revelaram que pacientes com doença de Parkinson e controle apresentavam em geral o mesmo aspecto por imagem enquanto os grupos paralisia supra nuclear progressiva e atrofia de múltiplos sistemas com anormalidades, havendo significância estatística em algumas variáveis.
A ressonância magnética e a espectroscopia podem ser úteis no diagnóstico diferencial do parkinsonismo.

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0004-282X2009000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt