SOROCABA / SP - terça-feira, 26 de setembro de 2017

MAL DE PARKINSON

MAL DE PARKINSON

 

 

Quase duzentos anos depois, a sociedade ainda sabe muito pouco sobre a doença de Parkinson.

 

O que não é de causar espanto, pois até entre os parkinsonianos existem aqueles que não sabem que são portadores da doença.

A doença de Parkinson é uma enfermidade que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico inglês James Parkinson.

 

É uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa.

Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita.

 

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano.

 

Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje.

 

A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra.

Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo.

A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.

 

Quem é que contrai a doença?

 

A doença pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social.

 

A doença de Parkinson tende a afetar pessoas mais idosas.

A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade.

 

Mas pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros.

Um por cento das pessoas com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson.

 

Como é que se sabe se tem a Doença de Parkinson ?

Existe algum exame para diagnosticá-la ?

 

O diagnóstico da doença de Parkinson é feito por exclusão.

Às vezes os médicos recomendam exames como eletrencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, etc., para terem a certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro.

O diagnóstico da doença faz-se baseada na história clínica do doente e no exame neurológico.

 

Não há nenhum teste específico para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson, nem para a sua prevenção.

 

A história usual de quem é acometido pela doença de Parkinson consiste num aumento gradual dos tremores, maior lentidão de movimentos, caminhar arrastando os pés, postura inclinada para frente.


O tremor típico afeta os dedos ou as mãos, mas pode também afetar o queixo, a cabeça ou os pés.

 

Pode ocorrer num lado ou nos dois, e pode ser mais intenso num lado que no outro.

 

O tremor ocorre quando nenhum movimento está sendo executado, e por isso é chamado de tremor de repouso.

Por razões que ainda são desconhecidas, o tremor pode variar durante o dia.

Torna-se mais intenso quando a pessoa fica nervosa, mas pode desaparecer quando está completamente descontraída.

 

O tremor é mais notado quando a pessoa segura com as mãos um objeto leve como um jornal.

 

Os tremores desaparecem durante o sono.

 

A lentidão de movimentos é, talvez, o maior problema para o parkinsoniano, embora esse sintoma não seja notado por outras pessoas.

 

Uma das primeiras coisas que os membros da família notam é que o doente demora mais tempo para fazer as coisas que antes fazia com mais desenvoltura.

 

Banhar-se, vestir-se, cozinhar, preencher cheques.

Tudo isso leva cada vez mais tempo.

 

Quando a pessoa fica mais idosa, é comum colocarem a culpa na sua velhice. "Claro que o avô é mais vagaroso, pois ele está ficando velho", costuma-se dizer.

 

Mas a lentidão de movimentos torna-se mais acentuada, e evolui mais rapidamente do que a pessoa envelhece normalmente.

A diferença é que o parkinsoniano perde certa automação dos movimentos, comparado com as pessoas normais.

 

Para uma pessoa normal abotoar a camisa é muito simples: abotoa-a, e pronto !

 

O parkinsoniano tem que guiar os dedos para consegui-lo, como se fosse um robô a guiar uma máquina.

 

"Quando eu uso a minha mão boa, ela faz tudo por si.

Quando uso a outra mão, tenho que conscientemente controlá-la e dizer-lhe o que deve fazer".

 

Esta perda automática ou não consciente controle dos movimentos, explica porque é que os parkinsonianos piscam muito menos que as pessoas normais e por isso parecem que sempre estão a nos olhar fixamente.

 

Quando se sentam, mantêm-se na mesma posição, enquanto outras mudam de posição: cruzam as pernas, coçam a face ou fazem outros pequenos movimentos.

 

A rigidez muscular é outra característica da doença. O afetado pela doença pode ou não senti-la, mas o médico pode verificar no consultório se ela existe nos braços, nas pernas e até no pescoço.

 

A face torna-se rígida e parece que está congelada. Não se sabe se é a rigidez que causa a postura anormal do parkinsoniano.

Quando se sentam têm também a tendência de inclinar a cabeça e encolher os ombros.

 

O caminhar do parkinsoniano se parece com o de uma pessoa idosa.

Os ombros estão encolhidos e inclinados para frente, os braços caem paralelos ao corpo e quase não balançam.

Os calcanhares arrastam-se no chão causando um caminhar bastante típico.

O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson.

 

Qual a rapidez que a doença progride?

 

 

A progressão é muito variável e desigual entre os pacientes.

Para alguns até parece que a doença está estabilizada, porque a evolução é muito lenta. Na maior parte dos casos a lentidão causada pela enfermidade altera a qualidade de vida do paciente.

 

É impossível predizer o futuro.. A doença de Parkinson não piora rapidamente.

Em contraste com outras enfermidades, possui um curso vagaroso, regular e sem rápidas ou dramáticas mudanças.

 

 

Que tratamentos existem para a Doença de Parkinson ?

 

 

É importante lembrar e compreender que atualmente não existe cura para a doença. Porém, ela pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso.

 

A grande barreira para se curar a doença está na própria genética humana.

 

No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam. Por isso, nada há a fazer diante da morte das células produtoras da dopamina na substância negra.

 

A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os remédios e cirurgias, além da fisioterapia e a terapia ocupacional.

 

Todas elas combatem apenas os sintomas. A fonoaudióloga também é muito importante para os que têm problemas com a fala e a voz.

 

 

a)    Levodopa ou L-Dopa ainda é o medicamento mais importante para amenizar os sintomas da doença.

 

b)    A levodopa se transforma em dopamina no cérebro, e supre parcialmente a falta daquele neurotransmissor. Infelizmente, o uso prolongado de muitos anos pode causar reações secundárias bastante severas, como os movimentos involuntários anormais.

 

c)    Além da levodopa, existem diversos outros que complementam o arsenal de medicamentos para combater os sintomas da doença.  

 

 

Cirurgias

 

 

As cirurgias também podem ser bastante benéficas para determinados pacientes.

 

As cirurgias consistem em lesões no núcleo pálido interno (Palidotomia) ou do tálamo ventro-lateral (Talamotomia), que estão envolvidos no mecanismo da rigidez e tremor.

 

Porém, a lentidão de movimentos responde melhor aos medicamentos.

 

Essas lesões podem diminuir a rigidez e abolir o tremor. Todavia, nenhuma delas representa a cura da doença.

O médico dirá se um paciente pode ou não se beneficiar do tratamento.

 

 

Estimulação profunda do cérebro (marca-passo cerebral)

 

Atualmente já disponível no Brasil, o marca-passo é muito benéfico, especialmente para reduzir o tremor.

 

No início foi aplicada apenas em alguns países europeus, e depois foi também aprovado nos Estados Unidos.

 

Com a sua difusão em todos os países, espera-se que a sua produção em larga escala possa torná-lo acessível a um grande número de parkinsonianos em todo o mundo, principalmente em nosso país.

 

Fisioterapia

 

 

Esta técnica, através da reeducação e a manutenção da atividade física, é um complemento indispensável ao tratamento da doença de Parkinson, e é tão importante quanto os remédios.

Ela permite que o tratamento tenha melhor eficácia; portanto, é necessária sob todos os pontos de vista, inclusive para melhorar o estado psicológico do paciente.

 

De fato, os exercícios físicos conservam a atividade muscular e flexibilidade articular. Inativos, os músculos têm tendência a se atrofiar, se contrair e sua força diminui.

 

A rigidez resultante limita a amplitude dos gestos. Aconselhe-se sempre com um fisioterapeuta sobre os principais exercícios recomendados para o seu caso em particular.

 

 

Terapia ocupacional

 

 

O terapeuta ocupacional é o profissional que melhor poderá orientar o paciente com o objetivo de facilitar as atividades da vida diária, bem como indicar condutas que propiciem independência para a higiene pessoal e sua reinserção em sua atividade profissional.

 

 

Fonoaudiologia

 

 

Os problemas com a fala ocorrem devido à falta de coordenação e redução do movimento dos músculos que controlam os órgãos responsáveis pela produção dos sons da fala.

A reabilitação da comunicação ou, em simples palavras, uma terapia dirigida à fala e à voz, pode ajudar o paciente com Parkinson a conservar, apesar da doença, uma fala compreensível e bem modulada e, dessa maneira, manter um contato mais efetivo com seus semelhantes.

Oriente-se sempre com um profissional em Fonoaudiologia para corrigir seus problemas com a fala e a voz.

Nunca inicie, não modifique e nem interrompa o tratamento sem orientação médica.

As orientações prestadas nesta página são reproduzidos exclusivamente para fins informativos. dessa forma, não devem ser utilizadas como indicação de tratamento, mas, antes, para conversar com o médico do próprio paciente.

Parkinsonismo é uma síndrome especifica causada por um conjunto de doenças neurodegenerativas de uma área do cérebro chamada substância negra. A mais importante forma de Parkinsonismo é a Doença de Parkinson.

A doença é caracterizada por uma desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença;

A Doença de Parkinson é dita idiopática, isto é, sem causa definida, mas outras formas de parkinsonismo, como os casos genéticos ou secundários a outras doenças ou exposição a substâncias, e mesmo os chamados parkinsonismos atípicos podem existir, acometendo pessoas de todas as idades e sexos, mas com prevalência maior em pessoas acima de 60 anos de idade.

Etiologia

O parkinsonismo caracteriza-se pela disfunção ou morte dos neurônios produtores da dopamina no sistema nervoso central.

O local primordial de degeneração celular no parkinsonismo é a substância negra, pars compacta, presente na base do mesencéfalo.

Entretanto, vários outros locais são acometidos durante o desenvolvimento da doença, mesmo fora do sistema nervoso central, dando ao Parkinsonismo um caráter complexo e multisistêmico.

O neurotransmissor primordialmente deficiente é a dopamina, produzido pela substância negra, pars compacta.

Entretanto, outras estruturas além da substância negra podem estar acometidas (locus ceruleus, núcleo dorsal da rafe, núcleo pedúnculo-pontino), levando a anormalidades de outros neurotransmissores, como a serotonina, a acetilcolina e a noradrelanina.

As zonas afectadas no Parkinsonismo têm funções de controlo motor extra-piramidal, ou seja, elas controlam os movimento inconscientes como por exemplo os dos músculos da face (da comunicação emocional inconsciente) ou os das pernas quando o individuo está de pé (não é necessário normalmente pensar conscientemente em quais músculos contrair e relaxar quando estamos de pé mas eles contraiem-se de qualquer forma).

Além disso esses neurónios modificam os comandos conscientes básicos vindos dos neurónios corticais motores de forma a executar os movimentos de forma suave e sem perder o equilibrio.

Também é esse sistema extra-piramidal que impede que haja contracção e relaxamento continuo e alternado dos músculos agonistas e antagonistas aquando dos movimentos de precisão (segurar um objecto), calculando inconscientemente o equilibrio exacto necessário desses músculos para o objecto ficar fixado.

A forma predominante de Síndrome de Parkinson é a Doença de Parkinson, idiopática e ligada ao envelhecimento.

Contudo há outras formas de Parkinsonismo com outras etiologias mas a mesma manifestação clínica.

Neste grupo incluem-se os Parkinsonismos secundários, com doença primária que lesa os núcleos basais, como encefalites (infecções virais, por exemplo); doença de Wilson (disturbio do acúmulo de Cobre em diversos órgãos incluindo o cérebro); uso de longo termo de determinados fármacos anti-psicóticos.

 

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é idiopática, ou seja é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurónios produtores de dopamina.

É possivel que a doença de Parkinson seja devida a defeitos subtis nas proteínas envolvidas na degradação das proteinas alfa-nucleina e/ou parkina (no Parkinsonismo genético o defeito é no próprio gene da alfa-nucleina ou parkina e é mais grave).

Esses defeitos levariam à acumulação de inclusões dessas proteinas ao longo da vida (sob a forma dos corpos de Lewy visiveis ao microscópico), e traduziriam-se na morte dos neurónios que expressam essas proteínas (apenas os dopaminérgicos) ou na sua disfunção durante a velhice.

Parkinsonismo Genético

Existem casos de Síndrome de Parkinson de etiologia genética hereditária. Atualmente, há cerca de 8 genes reconhecidos como relacionados à Doença de Parkinson, dos quais os mais importantes são os da parkina e alfa-sinucleina. A doença genética pode ser autossômica dominante (do gene da alfa-sinucleina) ou autossômica recessiva (gene da parkina). Este subtipo frequentemente surge em doentes mais jovens (~35 anos).

Outra doença degenerativa que causa parkinsonismo é a Atrofia sistémica múltipla. Massagem Ajuda Portadores do Mal de Parkinson

A massagem tem se mostrado muito eficiente para uma série de problemas que vão de dor ao estresse, mas pessoas portadoras do mal de Parkinson podem se beneficiar de uma forma especial da massagem terapêutica. Para entender melhor sobre a forma pela qual a massagem pode ajudar estas pessoas é necessário uma breve descrição sobre esta doença.

O mal de Parkinson é um doença crônica e degenerativa do sistema nervoso. Em 1817, o médico inglês James Parkinson primeiro observou que esta doença ocorre devido a morte de células dentro do cérebro que produzem o neurotransmissor chamado dopamina, desta forma o gânglio basal não recebe mais dopamina. Dentro do cérebro, o gânglio basal é responsável por controlar os movimentos portanto desprover o gânglio basal de dopamina causa problemas com o equilíbrio, coordenação e postura.

A "The Parkinson's Action Network" cita que mais de 1 milhão de pessoas nos Estados Unidos são afetadas por esta doença além de um adicional de 60.000 pessoas diagnosticas a cada ano.

Tipicamente o mal de Parkinson não é uma doença que ameaça a vida do paciente, mas deixa as pessoas incapacitadas e impossibilitadas de trabalhar por anos ou até mesmo décadas.

O mal de Parkinson ainda é incurável e as causas desta doença são relativamente desconhecidas.

Em janeiro de 1999, pesquisadores do "American Medical Association" concluíram que o mal de Parkinson era causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, com isto pessoas com menos de 50 anos de idade são afetadas por fatores genéticos (um exemplo disto é o ator Michael J. Fox com apenas 40 anos de idade, portador do mal de Parkinson).

Nos últimos anos, no entanto, acreditava-se que o mal de Parkinson era causado mais por fatores ambientais, visto que o número de portadores da doença com menos de 50 anos aumentou dramaticamente.

Alguns dos sintomas do mal de Parkinson são: tremores, dificuldade para iniciar movimentos, rigidez, postura "pobre", depressão e dificuldade de dobrar os braços e as pernas.

O tratamento com drogas tradicionais são tipicamente prescritos pelos médicos porém com benefícios limitados. Inicialmente os tratamentos trazem alívio aos pacientes mas depois de um tempo os benefícios cessam e efeitos colaterais tais como alucinações podem aparecer.

A L-dopa, versão de dopamina produzida pelos laboratórios, é uma droga comum no tratamento para o mal de Parkinson.

Devido a diminuição na eficácia das drogas, mais e mais pessoas que sofrem do mal de Parkinson procuram por terapias alternativas para aliviarem os sintomas.

"Muitas pessoas com o mal de Parkinson acham que a massagem é muito útil quando utilizada em conjunto com os tratamentos convencionais prescritos pelos neurologistas" - diz Zoe Reese Carter, massoterapeuta.

"Muitas pessoas não hesitam quando pensam em gastar dinheiro com a massagem.

Eles consideram a massagem como um forma de manutenção da saúde e não como uma forma de luxúria."

A massagem, sob a supervisão do médico, pode melhorar o fornecimento de sangue, reduzir o estresse, melhorar a circulação sanguínea.

Os músculos vão se tornando fatigados devido aos sintomas de tremor, muito parecido com os que acontece com os músculos dos atletas, que ficam fatigados, após as competições.

A grande diferença nesta comparação é que o atleta tem tempo para que seus músculos se recuperem mas o doente de mal de Parkinson não tem a mesma sorte já que a doença não dá descanso aos músculos. Quando estes pacientes que sofrem do mal de Parkinson recebem massagem, seus músculos relaxam e ganham flexibilidade.

De acordo com um artigo chamado "Parkinson's Disease And Massage Therapy" - Mal de Parkinson e a Massagem- escrita por Dietrich Miesler,

 "O raciocínio é que melhorando a saúde fisiológica, os músculos estarão melhor para responder ao sinais impróprios que são recebidos do sistema nervoso" ´- Massage Therapy Journal - 1996.

Os médicos têm relutado em aceitar a massagem, especialmente pela falta de pesquisas sobre a eficácia da massagem nestes casos.

De acordo com a " National Parkinson Foundation " - Fundação Nacional Parkinson, "Com forma de determinar que qualquer tratamento tenha efeito sobre a doença, os médicos são treinados para exigir evidências, para tanto devem utilizar o método clínico controlado de placebo (forma farmacêutica sem atividade, cujo aspecto é idêntico ao de outra farmacologicamente ativa).

Entretanto, num estudo recente com portadores do mal de Parkinson, um bom número de pessoas disseram que usam uma forma alternativa de terapia. Num estudo conduzido pela "American Academy of Neurology" - Academia Americana de Neurologia - publicado em 11 de setembro de 2001, quarenta por cento (40%) das 201 pessoas que responderam ao estudo, disseram que usam alguma forma de terapia alternativa tais com vitaminas e ervas ou massagem e técnicas de relaxamento também listados como terapias comumente usadas.

Uma preocupação levantada por um dos pesquisadores, o neurologista Stephen Reich, M.D., é que 58 por cento dos que usam terapias alternativas não consultaram seus médicos antes de iniciarem o tratamento alternativo, por isto é importante que o massoterapeuta trabalhe em conjunto com o médico quando tratar alguma pessoa que sofre do mal de Parkinson. Por exemplo, se a massagem diminui a depressão do paciente, então drogas tais como Prozac talvez não sejam necessárias.

Em outra pesquisa, 11 por cento das pessoas que procuraram uma terapia alternativa o fizeram por indicação de um profissional de saúde enquanto 48 por cento procuram as terapias alternativas por intermédio de amigos e familiares.

Muito médicos estão preocupados que seus pacientes experimentem suplementos alternativos que ainda não estão provados que ajudam pessoas com mal de Parkinson.

Suplementos naturais que contém L-dopa podem ser perigosos porque cada pessoa necessita de um certa quantidade de dopamina e pacientes com mal de Parkinson pode experimentar efeitos colaterais ou overdoses tomando doses excessivas de suplementos alternativos.

Dr. Robert G. Feldman, professor de neurologia, farmacologia e saúde ambiental no Colégio Boston, acredita que pessoas experimentam estes suplementos sem o consentimento de seus médicos porque eles acham que os médicos irão desaprovar. Isto pode levar a maiores problemas se a pessoa está tomando outros medicamentos.

A massagem, no entanto, é uma terapia segura para os que sofrem do mal de Parkinson.

Um variedade de técnicas de massagem tais como Suéca, reflexologia, trigger points e neuromuscular podem ser úteis aos pacientes com mal de Parkinson.

O terapeuta deve escolher a técnica de acordo com seu treinamento e resultado desejado. De acordo com o web site da "Fundação Nacional de Parkinson" - National Parkinson Foundation , "É importante encontrar um terapeuta bem treinado que entenda da doença de Parkinson ou que esteja desejando aprender sobre ela, é desejável que o terapeuta adapte sua prática às limitações do paciente".

Pessoas com mal de Parkinson não possuem, na sua maioria, a mesma facilidade para subir e descer da maca, assim alguns cuidados devem ser tomados quando estiver tratando com estes pacientes.

Muitos terapeutas, quando estão realizando a massagem em pessoas com mal de Parkinson, realizam suas sessões de massagem no chão.

Os terapeutas devem ser sensíveis quando estão tratando com este tipo de paciente já que eles estão sofrendo física e emocionalmente.

 

Epidemiologia

Nos Estados Unidos, a prevalência da Doença de Parkinson é de 160 por 100.000 pessoas, embora esteja aumentando. Há mais de um milhão de sofredores só nesse país.

Noutros países desenvolvidos a incidência é semelhante.

A idade pico de incidência são os anos 60, mas pode surgir em qualquer altura dos 35 aos 85 anos.

 

 

Clínica

 

 

Os sintomas normalmente começam nas extremidades superiores e são normalmente unilaterais devido à assimetria da degeneração inicial no cérebro.

 

A clínica é dominada pelos tremores musculares. Estes iniciam-se geralmente em uma mão, depois na perna do mesmo lado e depois aos outros membros. Tende a ser mais forte em membros em descanso, como ao segurar objectos, e durante periodos estressantes e é menos notável aquando de movimentos mais amplos.

 

Há na maioria dos casos mas nem sempre outros sintomas como rigidez dos músculos, lentidão de movimentos, e instabilidade postural (dificuldade em manter-se em pé).

 

Há dificuldade em iniciar e parar a marcha e as mudanças de direcção são custosas com numerosos pequenos passos.

 

O doente apresenta uma expressão fechada tipo máscara sem demonstar emoção, e uma voz monotónica, devido ao deficiente controlo sobre os músculos da face e laringe.

 

A sua escrita tende a ser em pequeno tamanho (micrografia).

Outros sintomas incluem depressão e ansiedade, dificuldades de aprendizagem, insônias, perda do sentido do olfacto.

 

O diagnóstico é feito pela clínica e testes musculares e de reflexos. Normalmente não há alterações nas TAC cerebral, eletroencefalograma ou na composição do líquido cefaloraquidiano.

 

Técnicas da medicina nuclear como SPECTs e PETs podem ser úteis para avaliar o metabolismo dos neurónios dos núcleos basais.

 

 

Anatomia Patológica da doença de Parkinson

 

 

Macroscopicamente, há palidez da substância negra e do locus ceruleus.

Microscópicamente, há perda de neurónios com proliferação das células gliais. Os neurónios afectados remanescentes apresentam característicos corpos de Lewy, inclusões citoplasmáticas eosinofilicas (absorvem o corante eosina) contituidas por alfa-nucleina e parkina, além de outras proteínas.

 

Tratamento

 

 

O Parkinsonismo secundário pode ser amelhorado pela resolução da doença primária subjacente. Contudo a Doença de Parkinson e outras variantes primárias são incuráveis e a terapia visa melhorar os sintomas e retardar a progressão.

A terapia farmacológica visa restabelecer os níveis de dopamina no cérebro.

 

 

É iniciada assim que o paciente reporte diminuição da qualidade de vida devido aos sintomas. Vários tipos de fármacos são usados, incluindo agonistas dos receptores da dopamina, inibidores do transporte ou degradação da dopamina extracelular e outros não dopaminérgicos.

 

 

Fármacos usados frequentemente são os anti-colinérgicos; agonistas do receptor da dopamina, levodopa, apomorfina. Efeitos secundários da terapia incluem movimentos descoordenados frenéticos no pico da dose, reacções anafiláticas a algum fármaco (alergias), náuseas.

 

 

Cirurgicamente, é possivel fazer palidoctomia (excisão do globo pálido) ou mais recentemente é preferivel a estimulação desses núcleos com eléctrodos cuja activação é externa e feita pelo médico e paciente.

 

Prognóstico

O curso é progressivo ao longo de 10 a 25 anos após o surgimento dos sintomas. O agravamento continuo dos sintomas, para além da importância da dopamina para o humor, levam a alterações radicais na vida do doente, e à depressão profunda frequentemente.

 

A síndrome de Parkinson não é fatal mas fragiliza e predispõe o doente a outras patologias, como pneumonia de aspiração (fraco controlo muscular leva a deglutição da comida para os pulmões) e outras infecções devido à imobilidade.

 

 

História

 

 

A doença foi descoberta e seus sintomas documentados em 1817 pelo médico e paleontólogo britânico James Parkinson (1755-1824).

A associação de mudanças bioquímicas no cérebro com a clínica de pacientes portadores desta enfermidade foi identificada em 1960.

 

Exercício físico foi capaz de diminuir a degeneração das células cerebrais em ratos com Mal Parkinson, segundo estudo conduzido por pesquisadores da University of Pittsburgh.

A perda de células que produzem o neurotransmissor dopamina causa os tremores e movimentos rígidos e lentos em pessoas com Mal de Parkinson.


Os pesquisadores deram aos ratos uma toxina que induz o Mal de Parkinson e então dividiram os ratos em um grupo que realizou exercícios físicos por sete dias e outro que não. Os ratos que realizaram exercícios perderam significativamente menos neurônios.

 

Os pesquisadores agora planejam um estudo piloto com voluntários humanos, no qual as pessoas com Mal de Parkinson se exercitariam por 60 minutos