SOROCABA / SP - sábado, 25 de novembro de 2017

ALZHEIMER HIPERTENSÃO ARTERIAL

Pesquisadores da França sugerem que tratamento anti-hipertensivo pode desacelerar o declínio das funções cognitivas em pacientes com doença de Alzheimer.

“O tratamento da hipertensão arterial em idosos é uma questão importante, não somente por reduzir a incidência de acidentes vasculares encefálicos (AVE), mas, também, porque parece contribuir para um retardo na perda das funções cognitivas, mesmo na doença de Alzheimer manifesta", declarou a Dra. Emmanuelle Duron, da University Descartes-Paris 5, aoReuters Health.

Dra. Duron e colaboradores avaliaram a relação entre o tratamento anti-hipertensivo e o declínio cognitivo em um estudo observacional de 321 pacientes com doença de Alzheimer. Este trabalho está publicado na edição de setembro do American Journal of Hypertension.

Ao longo de um período de três anos, prejuízos observados através do exame Mini-Mental State (MMS) associaram-se a baixos níveis escolares, ao sexo feminino, à idade avançada, à gravidade da demência e ao valor da pressão arterial sistólica, segundo os autores.

Após ajuste para este e outros fatores de confusão, os pacientes fazendo tratamentos anti-hipertensivos apresentaram pontuações significativamente maiores no MMS, após um, dois e três anos, em comparação com aqueles que não estavam sendo tratados para hipertensão.

O emprego de tratamento anti-hipertensivo associou-se, também, a um risco relativo estimado 31% menor de declínio cognitivo ao longo do tempo, de acordo com os pesquisadores.

Eles ressaltam que “os mecanismos fisiopatológicos exatos subjacentes à associação entre hipertensão e demência ainda não foram completamente esclarecidos”.

E recomendam, ainda, “que estudos randomizados comparando os efeitos de diferentes estratégias terapêuticas anti-hipertensivas sobre a cognição devem ser considerados para maiores investigações”.

“Nós planejamos realizar uma comparação do prejuízo cognitivo presente na doença de Alzheimer entre dois grupos: controle intensivo dos fatores de risco vasculares (incluindo hipertensão) contra o controle usual", disse a Dra. Duron.