SOROCABA / SP - terça-feira, 25 de julho de 2017

EPILEPSIA II O PACIENTE EPILÉPTICO E O EMPREGO

EPILEPSIA II O PACIENTE EPILÉPTICO E O EMPREGO

 

Estudos mostram que 50% a 60% de pessoas com epilepsia escondem sua condição ao procurar emprego; no entanto, as faltas por doença e os acidentes de trabalho não são mais freqüentes em pessoas com epilepsia do que nos demais empregados.

 

Ao serem admitidas em um emprego, as pessoas não podem ser indagadas a respeito da epilepsia.

 

Esta é uma informação pessoal.

 

A pergunta possível é: "Você tem algum problema de saúde que possa impedi-lo de realizar este trabalho?"

 

Se não for o caso, não é necessário mencionar a epilepsia.

 

A falta de informação ainda resulta em preconceito, mas o ideal é que as pessoas aproveitem as oportunidades de prestar esclarecimentos sobre a epilepsia, a fim de melhorar a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

 

Afinal, quem tem epilepsia controlada tem vida absolutamente normal, e mesmo quem passa por crises só fica abalado durante os poucos minutos em que elas acontecem.

 

Nos casos em que se faz necessário restrições para certos tipos de emprego, as decisões devem levar em conta avaliações, e não o diagnóstico genérico de epilepsia.

 

As profissões mais adequadas são aquelas em que a pessoa se sente adaptada e não corre risco de vida.

 

Devemos lembrar que algumas atividades são potencialmente arriscadas para os pacientes portadores de epilepsia, como o trabalho com máquinas e serras que ofereçam risco de dano físico, trabalhos em andaimes e similares.

 

Não são indicadas ocupações como eletricista, piloto, bombeiro, motorista etc.

 

Os médicos podem ajudar o paciente com epilepsia a se adaptar profissionalmente.

 

Primeiro: podem indicar a profissão adequada; segundo: podem facilitar a

 

admissão, orientando e educando os empregadores; terceiro: não devem

 

reforçar o auxílio-doença, e sim incentivar o paciente a continuar trabalhando.