SOROCABA / SP - terça-feira, 26 de setembro de 2017

DOR EM CONTEXTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA

AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO DA DOR EM CONTEXTOS CLÍNICOS E DE PESQUISA

 

 

Os principais problemas referentes à avaliação e mensuração da dor, tanto no contexto clínico quanto no de pesquisa, são criados devido a:

 

(1) sua natureza subjetiva,

 

(2) um número limitado de instrumentos fidedignos e válidos para mensurar a experiência e a percepção de dor, e

 

(3) uma variedade de problemas clínicos, tais como o tipo de dor, suas causas e as características dos pacientes.

 

Há atualmente um conjunto de instrumentos que são usados em ambientes clínicos e de pesquisa, que medem intensidade, correlatos comportamentais e fisiológicos associados com a dor e, também, múltiplas dimensões da experiência da dor clínica.

 

Uma análise da literatura publicada na última década sugere que muitos desses instrumentos têm fidedignidade e validade limitada e, portanto, uso limitado em certas populações de pacientes.

 

Ao escolher  um instrumento, suas limitações devem ser consideradas, bem como a variedade de instrumentos disponíveis, particularmente em populações de pacientes especiais, como pessoas idosas e com dificuldades cognitivas.

 

Vários instrumentos têm sido traduzidos e adaptados para outras línguas, permitindo a avaliação da dor daqueles cuja primeira língua não é o Inglês, e estes aspectos devem ser considerados.

 

Assim, os fatores mais importantes que os diferentes profissionais da saúde devem considerar ao selecionar instrumentos de mensuração da dor são as várias definições da dor, os objetivos do problema da mensuração, e o tipo de dor sendo mensurada.

 

Fatores adicionais são as características específicas da amostra, a facilidade de aplicação e de computação dos escores, e a fidedignidade e a validade dos dados obtidos.

 

Um processo seletivo cuidadoso certamente fornece informação relevante e útil, porque cada instrumento possui seu valor com uma população específica.