SOROCABA / SP - terça-feira, 25 de julho de 2017

EPILEPSIA II CURA E TRATAMENTO

EPILEPSIA II CURA E TRATAMENTO

 

Quando se fala em epilepsia, é impossível falar em dados ou probabilidades sem associá-los ao tipo de crise em questão.

 

Algumas crises desaparecem com o tempo e a medicação pode ser suspensa; outros pacientes precisam de tratamento a vida inteira para controlar as crises, e outros não respondem bem aos medicamentos.

 

Da mesma forma, a eficácia do tratamento medicamentoso depende de pessoa para pessoa e do tipo de crises que ela tem.

 

Em geral, cerca de 50% terão seus ataques totalmente controlados, 30% terão seus ataques reduzidos em freqüência e intensidade a ponto de poderem levar vidas normais, e os outros 20% ou serão resistentes à medicação, ou precisarão de uma dose tão alta de remédio que será melhor aceitar um controle parcial.

 

Mas as pesquisas nessa área são constantes e novas drogas têm chegado ao mercado.

 

Atualmente, as substâncias mais usadas para tratar a epilepsia são:

 

carbamazepina, clobazam, clonazepam, etosuximida, fenitoína, fenobarbital, primidona e valproato de sódio (ácido valpróico).

 

Medicamentos mais novos incluem a lamotrigina, a oxcarbazepina, o topiramato e a vigabatrina.

 

Às vezes, é necessário experimentar mais de um medicamento para obter o efeito desejado, ou mesmo combinar mais de uma medicação.

 

A maneira como os anticonvulsivantes alteram o limiar convulsivo ou previnem a ocorrência de descargas elétricas anormais não é totalmente conhecida.

 

Pesquisas mostram que algumas drogas podem evitar que os impulsos nervosos anormais se espalhem, enquanto outras aumentam o fluxo de íons de cloro, que estabilizam as células nervosas.

 

Uma dieta rica em lipídios e calorias, a dieta cetogênica, tem sido utilizada em especial nas crianças, mas deve ser muito bem acompanhada pelo médico e estritamente seguida.

 

O metabolismo criado pela preparação cuidadosa dessa dieta pode aumentar o limiar convulsivo em alguns indivíduos.

 

A cirurgia torna-se uma solução quando a medicação falha e quando apenas uma parte do cérebro é afetada, de forma que ela possa ser removida com a segurança de não causar prejuízo à personalidade ou a outras funções.

 

Paralelamente ao tratamento médico, uma vida saudável tem efeitos benéficos sobre a epilepsia. Isso inclui dieta balanceada, exercícios, descanso, redução de stress e de depressão e a não utilização de álcool e drogas ilegais.