SOROCABA / SP - segunda-feira, 24 de julho de 2017

EPILEPSIA II DIAGNÓSTICO

EPILEPSIA II  DIAGNÓSTICO

 

 

O diagnóstico da epilepsia é clínico, ou seja, não se apóia exclusivamente em exames físicos.

 

O neurologista baseia-se na descrição do que acontece com o paciente antes, durante e depois de uma crise.

 

Se o paciente não lembra, as pessoas que acompanharam o episódio são testemunhas úteis.

 

Além dos exames neurológicos de rotina, um eletrencefalograma (EEG) pode reforçar o diagnóstico, ajudar na classificação da epilepsia e investigar a existência de uma lesão cerebral.

 

No EEG, eletrodos fixados no couro cabeludo registram e amplificam a atividade cerebral.

 

Não há passagem de corrente elétrica. Hiperpnéia e foto estimulação podem mostrar anomalias nas ondas cerebrais e, por isso, costumam integrar o exame.

 

Na primeira, o paciente respira fundo e simula estar cansado; na segunda, é estimulado por algumas freqüências de luz.

 

O neurologista poderá solicitar, ainda, o exame durante o sono, com privação de sono ou com monitoramento 24h.

 

Entretanto, um resultado normal no EEG não descarta a epilepsia.

 

As alterações ocorrem, por vezes, tão no interior do cérebro, que não são captadas; é possível também que nenhuma alteração tenha ocorrido no momento do exame.

 

Outros exames comumente solicitados na investigação da epilepsia são tomografia computadorizada e ressonância magnética, principalmente para verificar se a epilepsia está ligada a um tumor ou a outra lesão cerebral.