SOROCABA / SP - quinta-feira, 23 de novembro de 2017

INVAGINAÇAO BASILAR

INVAGINAÇAO BASILAR

 

Invaginaçao basilar, no passado, nao era tao bem estudada, como agora, nos tempos da ressonância magnética.

 

Muitos casos eram, até mesmo, conduzidos como se o paciente fosse portador de enxaqueca ou síndrome vestibular.

 

A importância de seu estudo reside em objetivar a preservaçao das estruturas da fossa posterior, uma vez que o processo odontóide, nestes casos, ultrapassa a linha de Chamberlain e a linha digástrica.

 

Apresentamos o caso de uma paciente do sexo feminino que cursou, desde há 12 anos, com cefaléia, tonturas e reduçao de memória, quando foi diagnosticado, pela tomografia computadorizada, hidrocefalia ativa.

 

A paciente foi, na época, submetida à derivaçao liquórica com interposiçao de válvula, havendo acentuada melhora clínica, porém, persistindo com tonturas e desenvolvendo sintomas motores.

 

Com os achados de invaginaçao basilar e malformaçao de Arnold-Chiari tipo I à ressonância magnética, indicou-se o tratamento cirúrgico por via posterior, após o qual a paciente apresentou melhora completa dos sintomas por 9 meses.

 

A seguir, sua sintomatologia retornou rapidamente, com quedas freqüentes, especialmente com a flexao do pescoço.

 

Uma nova ressonância evidenciou "sag cerebellum" e uma compressao anterior do tronco cerebral mais evidente. Após um novo estudo, a paciente foi operada por via transoral (abordagem anterior), seguida de fixaçao occipto-vertebral.

 

A evoluçao foi favorável, estando, a mesma, assintomática há cerca de 12 meses.

Após extensiva revisao da literatura, concluímos que, existindo compressao anterior, a abordagem cirúrgica deve ser anterior (transoral).

 

Este procedimento é simples e de fácil execuçao, desde que se tenha bom conhecimento anatômico da regíao.

 

A abordagem posterior, nestes casos, pode piorar consideravelmente o quadro clínico do paciente. (AU)