SOROCABA / SP - sábado, 23 de agosto de 2014

DOR COLUNA TRATAMENTO COM RIZOTOMIA

Rizotomia Facetária por Radiofreqüência (também denominada Denervação ou Neurotomia Facetária): procedimento percutâneo indicado para dores cervicais, lombares e torácicas

 

Introdução


Lombalgia e cervicalgia crônicas representam algumas das mais freqüentes queixas em nossa clínica diária. Dor lombar ou cervical têm prevalência,juntas, de quase 80%, na população, durante algum momento na vida das pessoas.

A rizotomia de faceta articular por radiofreqüência é útil, sempre que inserida num tratamento multidisciplinar, na melhora deste tipo de dor.


A faceta articular é considerada como uma das causas de dor na lombalgia ou cervicalgia. Cada faceta é inervada por ramos de duas raízes espinhais, e cada raiz participa da inervação de duas facetas articulares. Este entrelaçamento de ramos de diferentes nervos faz com que, mesmo diante de alterações de um segmento, devamos desnervar pelo menos dois segmentos.

A inervação sensorial da faceta é transmitida pelo ramo posterior da raiz espinhal- ramo recorrente primário.

O ramo primário posterior sai da raiz imediatamente após sua saída do forame intervertebral,inervando a faceta articular e o processo transverso, bem como musculatura paraespinhal e ligamentos adjacentes. As estruturas descritas são inervadas pelo ramo medial do ramo primário posterior.


Podemos, pois, ter a lombalgia, lombociatalgia, dor ou síndrome facetaria, que, embora individualizados como entidades distintas, podem possuir sintomas comuns.


A desidratação- degeneração do disco intervertebral leva ‘a diminuição da altura do disco, aumentando o estresse no segmento da coluna vertebral, levando ‘a formação de osteófitos, hipertrofia da faceta, e conseqüente resposta inflamatória no local, mediada por substância P, calcitonina, peptídeo intestinal vasoativo, gerando espasmo da musculatura paraespinhal e pontos miofasciais na região.


A síndrome facetaria pode ser uni ou bilateral, com ou sem irradiação, geralmente para as nádegas, quadril, coxa, e face posterior do membro inferior. Em função da proximidade da faceta ‘a raiz espinhal, e a existência de dermátomos e miótomos, é Possível que a dor facetaria produza sinais  radiculares.


O exame físico demonstra dor na Musculatura paraespinhal, o sinal de Lassègue geralmente é ausente, embora a elevação do membro estendido possa aumentar a dor lombar.

A dor pode ser referida, muitas vezes difícil de descrever ou localizar, mais com características nociceptivas do que neuropáticas, embora algum componente neuropático, isoladamente, possa existir.


É rara a alteração sensitiva. Na grande maioria das vezes não há déficit neurológico objetivo ao exame. A redução da força motora pode ser relacionada ‘a dor.Pode haver parestesia associada ‘a dor referida. Alterações de reflexo são raramente observadas.


Pode haver aumento da dor durante a flexão, extensão e extensão lateral do tronco